…que o meu blog era sem sal.

- Agora tem sal a gosto!
2.08.2008
5:47 pm
Sem Categoria
Natz
FECHADO
…que o meu blog era sem sal.

14.07.2008
5:05 am
Filmes, Socorro!
Natz
FECHADO
Nesse tempo em que eu deixei o blog em coma, vegetando, muitas coisas aconteceram.
1. VISITAS INUSITADAS
Várias pessoas que eu conheço, hm, pessoalmente, resolveram entrar no meu blog. Depois de ouvir comentários do tipo "o layout não tem nada a ver com você" e "seus posts são muito revoltados", estive prestes a praticar a eutanásia com o pobre alvo dessas críticas, fruto de anos de dedicação. Ok, sem drama. Eu jamais chegaria a tanto, mas descobri o porquê de eu não gostar que pessoas conhecidas entrem no meu blog.
Me incomoda falar sobre ele com elas. Aqui sempre foi um "mundo paralelo", em que eu podia falar o que eu quisesse, imune à realidade à minha volta. Está errado eu querer deixar esse meu mundo longe da vida real? Quer dizer, como eu vou poder falar mal das pessoas que eu conheço se elas entram aqui?
Observação: Só a Kátia tem permissão para acessar o blog. Afinal, ela gostou dele, ficou meia hora brincando com os enfeites, e, como sabe que eu adoro ser entrevistada, sempre que vem aqui faz uma pergunta. Ou várias. Aprendam com ela.
2. FILMES

Há um bom tempo atrás, fui assistir As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, porque toca no final uma música cantada pela Regina Spektor. Sim, só por isso. Ok, eu confesso, aquele loiro é uma graçççççça. E o filme é, hm, legal.
Nota pessoal: aprender a escrever resenhas decentes e eliminar a palavra "legal" do meu vocabulário.
Recentemente, assisti Amar… Não tem preço, comédia romântica francesa com a Audrey Tatou (Código Da Vinci, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain). Cheguei à conclusão que comédias românticas francesas são bem mais doces e têm um humor bem mais sutil do que as hollywoodianas. Assisti também: Agente 86, bem bobo, mas engraçadinho. Eu gosto da Anne Hathaway. E O Escafandro e a Borboleta, bem triste e impressionante. Eu gosto cada vez mais do cinema francês.

Aluguei: Apocalipse Now, que só presta nas duas primeiras horas, depois fica tosco. Bem tosco. E eu não acreditava quando via que já passava de três horas de filme no visor do DVD. ZZZZZZZZZZZZZZZ. Hotel Ruanda, que é um dos melhores filmes que eu vi nos últimos tempos.
E Piaf, muito bom também, e que provocou em mim efeitos colaterais como passar UM DIA INTEIRO com a Marselhesa martelando na cabeça, ou ser alvo de piada da minha irmã e do meu pai por do nada começar a cantar "Nooooooon, RRRRRRRRRRRRRien de RRRRRRRRRRien" pela casa, com o meu sotaque francês "trés magnifique".
E por falar em sotaque francês, ver tantos filmes nessa bela língua está fazendo com que eu e minha irmã acrescentemos palavras ao nosso extenso repertório dessa língua e incorporemo-nas às nossas conversas cotidianas. São expressões como "arrete!", "bisou", "regardez-moi" e "je suis desolée".
Nas minhas recentes idas ao cinema, fui, finalmente, ao Cine Bombril. Quem mora em São Paulo ou nos arredores (meu caso) deve freqüentar. Para convencê-los disto, eu elaborei…
5 MOTIVOS PARA IR AO CINE BOMBRIL…
1. Passa filmes alternativos, que não entram em cartaz nos Cinemarks da vida.
2. Quando você compra o ingresso, escolhe o seu lugar.
3. Não é tão caro e as poltronas são confortáveis.
4. Fica na Paulista, dentro do Conjunto Nacional, ao lado da Livraria Cultura.
5. Não é freqüentado por crianças (evitando o ruído de choros, gritos, e falação na hora errada) nem adolescentes que vão ao cinema para fazer QUALQUER COISA menos ver o filme.
…E UM MOTIVO PARA NÃO IR
A pipoca é uma droga. Além de vir sem sal, é possível encontrar pipocas mutantes ao longo do saco. Como comentou a minha irmã, ao avistar uma pequena massaroca preta e nojenta em meio a outras pipoquitas: "OLHA! UHEUHEUEHE!!! UM ALIEN!!!".
3. PASSEIO PELA USP
Fui com a minha irmãzinha (bilu bilu) visitar a USP, já que ela precisava ver umas notas. Alguns comentários:
• Revisitei o prédio de História e Geografia da FFLCH. É bem amistoso, mas está caindo aos pedaços. E tem goteiras. Deve ser divertido descer aquela rampa enorme de esquibunda. Ou [sadismo] empurrar alguém lá de cima e ficar observando o corpo rolar demoradamente [/sadismo].
• Ficamos tão hipnotizadas com o prédio da FEA que passamos reto pela ECA. A FEA é espetacular. Eles têm coqueiros, postes de luz e murais com rodinhas. E o banheiro de lá parece de shopping, não de rodoviária.
• Nos perdemos procurando a ECA (que a essa altura já tinha ficado pra trás), fomos parar na Poli (minha reação: "SOCORRO!!! Me tirem daqui!!!"), andamos um pouco em círculos e, voilà! Avistamos um prédio baixo, pintado com tons pastéis e com uma grande antena em cima. Meus olhinhos brilharam. Era a ECA.
• Entramos no prédio de "Jornalismo e Editoração". Eles têm um jardinzinho depredado. Dei uma rápida olhada até sermos expulsas de lá pelo segurança.
• Brincamos de "CEP" no caminho. Escolhe-se uma letra, e cada uma tem que falar uma cidade, estado ou país que comece com a letra, alternadamente. Saibam que "Mississipi" é, além de um rio, um estado norteamericano. "Manhattan" não é um bairro, é um condado, e mesmo assim eu não sei se vale. E BUTÃO EXISTE.
Pensamento totalmente sem graça que me ocorreu ao final do dia: se nos Estados Unidos a ECA fosse, se chamaria "EWW". Ok, me matem.
1.07.2008
7:35 pm
Teses
Natz
FECHADO
Ontem, segunda-feira, foi meu primeiro dia oficial de férias. Fiz muitas coisas que eu já não lembrava mais como eram.
• Toquei piano. Não tocava há tanto tempo que meus dedos estavam enferrujados. Ou melhor dizendo (já que eles não são feitos de ferro para virar ferrugem), corroídos. Não eram mais formados de "dedo", mas de "óxido de dedo". Agora eu preciso reverter a situação durante as férias, talvez com uma eletrólise.
• Assisti à Sessão da Tarde, acho que pela primeira vez nesse ano. Incrivelmente, não era nem Lagoa Azul, nem Esqueceram de Mim. Era algo com crianças e férias de verão. (Só faltou o acampamento…). Não vi o nome, mas há uma grande chance de ser algo com "da pesada", "muito louco" ou "do barulho".
• Assisti a "Malhação", e me perguntei como pude gostar disso aos 13 anos. Descobri que o seriado está mais moderno, duas personagens até estão grávidas (ok, a gravidez da vilã é falsa, que clichê), e que finalmente escolheram uma música que não é do Charlie Brown Jr. para a abertura, mas, que surpresa!, é tão ruim quanto.
• Li um dos livros da pilha acumulada na cabeceira da minha cama. "Alice no País das Maravilhas". Eu preciso parar de ler livros infantis, mas não consigo, é mais forte do que eu.
• Assisti ao último DVD lançado pelo Hanson (que já estava criando bolor aqui no computador) no maior estilo tiete, cantando junto (inclusive os "oooh" e "yeahs") e batendo palmas.
• Pensei, mais de uma vez (!!!) ao longo do dia: "tá, e o que eu posso fazer agora?".
• Comi louca e ininterruptamente: comia um doce, dava vontade de um salgado; comia um salgado, dava vontade de um doce; sucessivamente, durante a tarde inteira.
Ao final do dia, fui acometida por duas complicações:
1. Enjôo.
2. Dor de cabeça.
O enjôo é completamente compreensível, por eu ter comido chocolate ao leite, Doritos, chocolate branco e biscoitos de arroz, nessa ordem, sem um grande intervalo de tempo entre uma refeição e outra.
A dor de cabeça é que me intriga. Eu passo um dia inteiro de pura vadiagem, e minha cabeça dói. A minha teoria é que o meu cérebro não se acostumou com essa nova segunda-feira.
Se eu não estivesse de férias, a minha tarde de início de semana se resumiria a:
1. Ficar sentada numa carteira desconfortável por, no mínimo, cinco horas, para fazer um simulado que, na melhor das hipóteses, seria padrão FUVEST (90 questões de múltipla escolha, sem redação);
2. Me preocupar com:
• A prova do dia seguinte. Sempre tinha uma prova no dia seguinte. Sempre. Mesmo.
• As provas dos dias seguintes dos outros dias da semana, que faltariam tempo pra estudar por causa das aulas extras à tarde.
• A redação semanal, que eu deveria ter feito no final de semana, e teria que ser entregue na quinta-feira, mas eu normalmente deixaria para fazer na quarta. À noite.
• As lições que eram importantes, mas eu nunca fazia.
• A pilha de jornais acumulados desde abril que no fundo eu sabia que não ia ler, mas mantinha-os lá só para agradar a minha consciência.
• O fantasma que todos os dias aparecia, arrastando suas correntes e sussurrando no meu ouvido: "o vestibulaaaaar está chegaaaaando".
Agora, nas férias, me dei ao luxo de esquecer temporariamente todas essas preocupações. É isso: o tédio me dá dor de cabeça. Tirar meu cérebro dessa rotina histérica tão abruptamente fez com que ele estranhasse e manifestasse sua inquietação através da dor. Preciso dar um jeito de avisá-lo que está tudo bem e sob controle.
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Ah! Sobre os comentários… Gostei da experiência de fechá-los. Nunca recebi tantas perguntas antes.